O pensamento cooperativista moderno teve início no século XIX, na Europa Ocidental. O pano de fundo do surgimento das cooperativas na região é a Revolução Industrial, quando proliferavam as novas fábricas, que se enriqueciam, enquanto uma multidão de operários passava pelas mais diversas dificuldades.
Esses operários se deram conta de que só através da cooperação era possível aliviar parte de seus problemas, tornando sua sobrevivência mais suportável. Com esse espírito foi fundada em 1844, na Inglaterra, a "Sociedade dos Equitativos Pioneiros de Rochdale", por 28 operários, constituindo-se a primeira cooperativa de consumo da história.
Entretanto, ao longo de toda a história humana, diversas são as experiências de ajuda mútua e tentativas de organizar o trabalho coletivo. Mesmo no Brasil, as primeiras fundações jesuítas, por volta do ano de 1610, constituem-se numa experiência de construção de um Estado corporativo em bases integrais.
Por mais de 150 anos esse modelo foi exemplo de sociedade solidária fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção.
Em 1847, nos sertões do Paraná, o médico francês Jean Maurice Favre, adepto das idéias do compatriota Charles Fourier, fundou uma cooperativa com um grupo de europeus a Colônia Tereza Cristina. Apesar de sua breve existência, esta experiência foi o primeiro registro de cooperativismo como ele é organizado hoje no Brasil.
No século XX o cooperativismo chegou para ficar definitivamente, começou pelo setor produtivo agropecuário, e se estendeu depois para vários outros setores. Entre os ramos mais ativos estão o próprio setor agropecuário, o de consumo, o de crédito, o educacional, o habitacional, o de saúde e o de trabalho. |